Descubra quem é o proprietário do Ritz Paris: história e segredos do famoso palácio

Trinta milhões de dólares e um aperto de mão: esse é o preço pago por um mito que se recusa a envelhecer. Desde 1979, o Ritz Paris pertence a Mohamed Al-Fayed, empresário egípcio que transformou este palácio em uma lenda familiar. Um século antes, César Ritz, apoiado por Auguste Escoffier, já estabelecia as bases de um luxo hoteleiro inigualável. Onde outros hotéis passam de mão em mão, o Ritz permanece um endereço privado, em contraste com as aquisições institucionais e as grandes cadeias globais.

Este palácio conta entre seus hóspedes nomes gravados na posteridade: Coco Chanel, Ernest Hemingway, Marcel Proust. Após uma longa fechamento para reformas, o Ritz reabriu em 2016, totalmente transformado, mas sem nunca renegar sua aura mítica na place Vendôme.

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Ritz Paris: uma lenda nascida na place Vendôme

Há mais de um século, o Ritz Paris ocupa um lugar especial no panorama parisiense. Situado no coração da place Vendôme, ele encarna o refinamento e o estilo da Belle Époque. Na sua abertura em 1898, César Ritz, visionário, imagina um estabelecimento de vanguarda: o arquiteto Charles Mewès concebe quartos com banheiro privativo, eletricidade e telefone, um luxo inédito na época.

Para acompanhar essa revolução, Ritz se cerca de Auguste Escoffier, mestre da gastronomia, que estabelece as bases de uma mesa renomada. Aqui, o serviço e a arte de viver não se assemelham a nada mais. Os salões e corredores do Ritz veem passar escritores em busca de inspiração, cabeças coroadas, artistas da alta sociedade. Gabrielle Chanel faz deste lugar sua casa por trinta anos. Proust encontra matéria para suas memórias, enquanto Hemingway faz do bar seu quartel-general após a Libertação.

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Durante décadas, a família Ritz cuida deste tesouro, até que em 1979, a questão de quem é o proprietário do Ritz Paris se impõe com a compra. Ampliado e redecorado sob a direção de Bernard Gaucherel e Philippe Belloir, o hotel mantém o espírito infundido por César e Marie-Louise Ritz. O Ritz Paris se inscreve, geração após geração, como um pilar do 1er arrondissement, onde o real se encontra com a lenda e onde cada pedra parece esconder um segredo.

Quem detém hoje as chaves do famoso palácio? Segredos e proprietários do Ritz

Desde 1979, o destino do Ritz Paris está ligado ao de Mohamed Al-Fayed. Homem de negócios com uma trajetória atípica, ele adquire o palácio após longas discussões com Monique Ritz, viúva do último herdeiro dos Ritz. Esta compra marca uma nova página para o hotel Ritz, símbolo do luxo francês.

Al-Fayed, figura de reputação controversa, investe massivamente para restaurar e modernizar o palácio enquanto preserva sua alma. O Ritz, sob sua direção, atravessa crises, recebe personalidades de todo o mundo e continua sendo um dos raros hotéis de luxo de propriedade familiar na capital. Seu filho, Dodi Al-Fayed, também ocupa um lugar na história do local, especialmente após os eventos dramáticos do final do século XX.

Para entender melhor essa sucessão, aqui está um resumo das grandes etapas da propriedade do Ritz Paris:

  • César Ritz e herdeiros (1898-1979): criação do hotel, seguida de gestão familiar por várias gerações.
  • Mohamed Al-Fayed (desde 1979): renovação profunda, manutenção do palácio entre os endereços mais procurados.
Proprietário Período Evento marcante
César Ritz e herdeiros 1898-1979 Criação, desenvolvimento familiar
Mohamed Al-Fayed Desde 1979 Renovação, manutenção no círculo fechado dos palácios

Em cada andar, a mão de Al-Fayed se revela no equilíbrio sutil entre herança e inovação. O Ritz Paris permanece um dos últimos bastiões de uma hotelaria de prestígio que se manteve independente. Esta escolha por uma gestão privada forja uma identidade singular, alimentada pela visão de seus proprietários sucessivos.

Mulher lendo um livro no salão de chá do Ritz Paris

De suítes míticas a renovações espetaculares: o que faz vibrar o Ritz ao longo das épocas

O Ritz Paris não para de fascinar, geração após geração. Sua história é contada através de nomes ilustres: Gabrielle Chanel, que se instala lá por longos anos; Marcel Proust, que encontra matéria para escrever; Ernest Hemingway, que transforma o bar homônimo em um refúgio para noturnos e repórteres. Esses personagens compartilham um gosto pelo luxo discreto, pela luz suave, pelo serviço atencioso.

O que distingue o Ritz é também o prestígio de suas suítes, verdadeiros pedaços de história. A Suíte Coco presta homenagem a Chanel, enquanto a Suíte Imperial, classificada como monumento histórico, encarna a quintessência do refinamento. Os salões Proust, Vendôme ou Marie-Antoinette continuam a receber escritores e diplomatas, em uma atmosfera discreta que atravessa o tempo.

A transformação mais marcante ocorre entre 2012 e 2016, sob a direção de Thierry Despont. Um fechamento de quatro anos permite devolver ao palácio todo seu esplendor, sem sacrificar a alma original. Os arquitetos, incluindo Atelier COS e Didier Beautemps, reinventam os espaços, respeitando a herança de César Ritz e Charles Mewès, enquanto infundem uma modernidade sutil.

Hoje, na place Vendôme, o palácio parisiense oferece 71 suítes e tantas quanto quartos, um clube & spa banhado de luz, e uma École Ritz Escoffier dedicada à gastronomia. As obras de Philippe Belloir e Bernard Gaucherel dialogam com a história e a época. O Ritz Paris continua a ser um lugar à parte, onde cada geração vem escrever uma nova página da arte de viver à francesa. Aqui, o mito não se apaga: ele se transmite, intacto, ao longo do tempo.

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